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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Educação de Jovens e Adultos: transformação ou reprodução?
Autor(es): Maria do Socorro Aguiar de Oliveira Cavalcante. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave discurso, discurso, resistência
Resumo

Este trabalho tem por objetivo apresentar reflexões acerca do atravessamento da ideologia dominante nas relações subjetivas, entre as diferentes classes sociais. Objetiva, também, pela via da Análise do Discurso, analisar indícios de opressão e resistência em diferentes posições de sujeito assumidas por professores e alunos da Educação de Jovens e Adultos. Para tanto, analisaremos formas de atuação de professores, no encaminhamento de atividades nessa modalidade de ensino, criando possibilidades de surgimento de discursos ou atuando como mecanismo de legitimação de opressão, silenciando os conflitos de classe e como os alunos se posicionam acerca de suas (im)possibilidades, decorrentes do processo educativo.Partimos de uma visão de discurso não como uma construção independente das relações sociais; mas como um lugar de atuação de sujeitos; uma práxis humana que só pode ser compreendida a partir do entendimento das contradições sociais que expressam sempre lugares discursivos decorrentes de envolvimentos sociais, históricos, ideológicos onde se podem perceber as matrizes ideológicas que constituem as formações discursivas em que os sujeitos e os sentidos se constituem e pelas quais são incluídos, excluídos, controlados. Para tanto, buscamos embasamento, a partir de determinados pressupostos da Análise do Discurso de linha francesa e das bases filosófico-linguísticas propostas por estudos desenvolvidos pelos membros do Círculo de Bakhtin, além de estabelecer uma interlocução com Lukács, no que concerne à perspectiva ontológica de ideologia. .Esse lugar teórico possibilita a compreensão do lugar histórico do sujeito, que se constitui pela sua determinação social e pela possibilidade de imprimir sua marca no discurso, embora não tenha total controle sobre ele. Como resultado dessa investigação, apreende-se um sujeito ideológico, duplamente marcado (ou atravessado) pelo consciente e pelo inconsciente, que, mesmo determinado pelos conflitos sociais, diante dos limites e possibilidades postos pela realidade e condicionado pelo inconsciente, faz escolhas (ainda que sejam mínimas) e faz história.