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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: O espaço na literatura: um estudo do romance gaúcho A ferro e fogo
Autor(es): Ivânia Campigotto Aquino. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 03/03/2024
Palavra-chave Geografia literária, Geografia literária, Identidade
Resumo

No presente trabalho, desenvolve-se um estudo sobre a relação de proximidade entre a literatura e a geografia no romance. Para isso, recorre-ses à proposta teórico-metodológica do crítico italiano Franco Moretti, que consiste, basicamente, em estudar a geografia literária de uma obra e, a partir da seleção de aspectos textuais, elaborar mapas que ilustram o enredo. A vinculação que se cria entre a literatura e a geografia, por meio dos mapas, faz emergir do universo narrado os elementos que ajudam a esclarecer as relações entre espaço e personagens, construídas na ação que estrutura um romance, e permite interpretar a visão do autor acerca do tempo histórico representado. A análise se aplica ao romance em dois volumes A ferro e fogo – tempo de solidão e A ferro e fogo – tempo de guerra, do escritor Josué Guimarães, o qual trata da colonização alemã no Rio Grande do Sul. A literatura e a geografia formam uma relação que remete à configuração dos espaços no interior da narrativa, sendo possível, através disso, situar o fenômeno literário que se manifesta nos romances. Nessa proposta, literatura e geografia se entrelaçam à medida que certos dados e recursos que são familiares a geógrafos passam a ser instrumentos para a análise literária. Assim, é certo que a geografia é ressignificada na sua função. Neste estudo, seguindo a proposta de Moretti, os mapas construídos surgem dos aspectos textuais que, inicialmente, foram selecionados. Para explicá-los, descrevem-se os principais espaços que circunscrevem as ações das personagens, colocando em evidência, dessa forma, as dimensões físico-espaciais que compõem a estrutura interna do romance em estudo. Assim, analisa-se o espaço na literatura que explicita versões da colônia e dos demais lugares do Rio Grande do Sul onde os alemães se encontram, sendo a Colônia Alemã de São Leopoldo, Chuí e Porto Alegre os principais.