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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Metapragmática e letramento hipermidiático
Autor(es): Inês Signorini. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave metapragmática, metapragmática, linguagem e tecnologias
Resumo

Esta comunicação tem como foco principal a questão das relações que se pode estabelecer entre metapragmáticas institucionalizadas e não institucionalizadas no âmbito das práticas letradas contemporâneas associadas ao uso de recursos digitais em ambientes de hipermídia. Essas são práticas letradas mais recentes e tidas como não convencionais no âmbito da tradição grafocêntrica de modo geral, e escolar de modo específico. Focalizando eventos e contextos específicos, pretendemos identificar, descrever e analisar modos de associação, dissociação e transformação das metapragmáticas convencionais, sobretudo as escolares. Os eventos hipermidiáticos focalizados se caracterizam por integrarem práticas de apropriação de recursos linguísticos e sociosemióticos trazidos pelas chamadas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Estamos compreendendo por apropriação a exploração e uso desses recursos com vistas a um objetivo próprio, não necessariamente o pretendido no/ pelo modelo ou ferramenta a que foi exposto o sujeito. A pesquisa que deu origem aos dados analisados se enquadra no paradigma interpretativo da pesquisa desenvolvida no campo aplicado dos estudos da linguagem, mais especificamente no campo da pesquisa de filiação socio-antropológica e etnográfica, portanto voltada para o exame dos usos da língua(gem) na interação sociohistórico e culturalmente situada. Conforme pretendemos mostrar, uma consequência importante do aparecimento do modelo hipermidiático no design de textos e estruturas multi-hipermodais como as que são exibidas em websites, portais, wikis, redes sociais, por exemplo, tem sido a desestabilização e a reconfiguração das práticas de leitura e escrita e, consequentemente, das metapragmáticas institucionalizadas, sobretudo escolares. As sobreposições e complementaridades verificadas em relação às práticas de uso de recursos grafocêntricos convencionais não excluem tensionamentos e descontinuidades também significativas. Outros aspectos a serem considerados são: o da visibilidade de metapragmáticas não institucionalizadas em eventos sociointeracionais síncronos e assíncronos produzidos nas e pelas redes sociais.; e o o das implicações dessa visibilidade para a discussão sobre política linguística pós-web 2.