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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Práticas e representações discursivas de escrileituras aforistícas em redes sociais
Autor(es): Maria Regina Momesso. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave Práticas, Práticas, Escrileituras
Resumo

Que práticas discursivas e de representações de “escrileitura” e de leitor se fazem no espaço das redes sociais? Objetiva-se neste trabalho refletir sobre as práticas e representações da “escrileitura” e do leitor em redes sociais. A pesquisa é parte do Projeto do Observatório da Educação “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Práticas de Leitura e Escrita na Educação Básica” financiado pela CAPES/INEP/OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. Parte-se da premissa de que as práticas e representações de “escrileitura” e de leitor, no espaço virtual, estão atreladas à fluidez, ao movimento estabelecido pela sociedade líquido-moderna, dizer tudo em poucas palavras e em menos tempo, ser notado e se fazer notar, ter o poder de “ser o condutor do seu dizer e do dizer do outro(s)”, ser o condutor de sua leitura e da leitura de outro(s). Esta reflexão e estudo apoiam-se na perspectiva discursiva de linha francesa, derivada de Michel Pêcheux, especificamente em algumas releituras foucaultianas e bakhtinianas, nos estudos da história cultural, principalmente em Chartier, nos estudos de Bauman no que tange a sociedade-líquido moderna e o conceito de comunidade e em Maingueneau para as questões ligadas aos aforismos e as fórmulas discursivas. Entende-se as “escrileituras aforísticas” como um processo dialógico na construção do conhecimento e na inserção no mundo cultural, ideológico e virtual, “as escrileituras” mostram que as redes sociais se valem desse processo para que ocorra não só uma nova construção textual, mas também uma “nova” forma de ler e dialogar com a obra literária e outras fora do âmbito da realidade escolar. Assim, as “escrileituras aforizantes” constituem sempre uma apropriação do discurso do outro, pois no momento em que o aforizador se apropria do dizer do outro, coloca-se como o responsável pela reinvenção do sentido para aquele fragmento de texto. Os interlocutores dos “escrileitores” muitas vezes chancelam a fusão em que se simulam e se confudem duas vozes: a do sujeito aforizador e a de um outro que está respondendo as suas perguntas.