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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Mulheres do campo: análises de representações do feminino em canções sertanejas
Autor(es): Amanda Ágata Contieri. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave educação linguística crítica, educação linguística crítica, identidades femininas
Resumo

Justificada principalmente pela demanda atual por um ensino de língua materna crítico e interdisciplinar (MOITA LOPES, 2008), que, em sala de aula, contemple cada vez mais uma diversidade de gêneros e aborde variações nas formas de utilização da língua, além de focalizar as identidades de grupos sociais desprestigiados sócio-historicamente, a pesquisa de mestrado aqui apresentada objetiva, de um modo geral, promover reflexão acerca das vantagens de inclusão no currículo escolar de análises de letras de canções do gênero musical popularmente conhecido como “caipira” e/ou “sertanejo”, com o intuito de convencê-los a abordar a educação linguística do ponto de vista da interculturalidade e também das identidades de grupos culturalmente mais à margem da sociedade (Fleuri, 2003; Maher, 2007). Mais especificamente, busca-se, com essa investigação, fornecer subsídios para que professores possam promover, junto a seus alunos, discussões acerca a) de alguns elementos (a mulher, a religiosidade, a natureza e a saudade) que entram na composição da música caipira/sertaneja e constroem narrativas e b) das representações que o homem do campo faz acerca de si e do mundo que o cerca através das letras de música analisadas. É importante destacar que a pesquisa em questão é de natureza qualitativa/interpretativista e que os pressupostos teóricos que servem como base para a realização da análise dos dados recorrem principalmente aos conceitos de representação (Hall, 1997), de cultura (Laraia, 1986), de identidade cultural (Cuche , 2002) e de identidade de gênero (Louro, 1997). O recorte escolhido para a comunicação aqui proposta é a análise de algumas construções discursivas de feminilidades observadas em músicas compostas nas décadas de 60, 80 e 2000. A expectativa é que sejamos capazes de demonstrar, com base em dados empíricos, que, ainda que em algumas letras do tipo de canção focalizado, a figura feminina já seja representada positivamente, em outras, a mulher continua a nelas ocupar uma posição de subalternidade frente às identidades masculinas.