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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: A poética de Ribeiro Couto nos limites do modernismo brasileiro
Autor(es): Danglei de Castro Pereira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 24/02/2024
Palavra-chave Historiografia, Historiografia, Canone
Resumo

A comunicação focaliza a relevância da Historiografia literária enquanto campo teórico propício às discussões relacionadas ao estudo e a revisão do cânone literário. A proposta é vinculada ao projeto de pesquisa “Historiografia e cânone: olhares sobre o marginal”, ao grupo de pesquisa “Historiografia, cânone e ensino”, ambos relacionados ao Núcleo de Estudos Historiográficos de Mato Grosso do Sul – NEHMS. Tomamos como corpus a obra poética de Ribeiro Couto com a preocupação de, ao apresentar um autor pouco estudado, polemizar os limites fixos do cânone literário enquanto espaço cristalizado e fechado. Entendemos o cânone literário como fator importante para a valorização da diversidade de autores e obras e não, apenas, como elemento paradigmático que força um processo contínuo de cristalização paradigmático dentro da tradição. Pensamos, por isso, na necessidade de revitalização constante do escopo literário em uma tradição face aos contatos da literatura com a história, a sociedade e a teoria literária. A proposta de pesquisa é, neste sentido, um percurso de discussão dos limites fixos do cânone e, sobretudo, da relação entre literatura, história da literatura dentro dos limites da tradição literária.  O principal objetivo da proposta é focalizar aspectos intrínsecos da obra poética de Ribeiro Couto e pensar sua produção lírica nos limites do Modernismo brasileiro. Entendemos que a ampliação dos estudos sobre a formação e delimitação do Canon é aspecto importante ao ampliar o horizonte de autores investigados na “Academia“ e, por correlação, abordar a relevância do conceito de Canon literário em questões relacionadas ao ensino de literatura na Educação Básica e no Ensino Superior. A proposta focaliza a necessidade de inclusão de autores e obras em uma atitude de constante revisão dos limites do Canon, entendido, por isso, como polêmico na aresta das colocações de Fávio Kothe (1999) e, portanto, incorpora um processo de discussão da ideia de Canon, conforme Harold Bloom (2003).