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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: O letramento crítico para a reconstrução de identidades sociais no ensino de LE
Autor(es): Jaqueline da Silva Barros, Marcelo Sousa Santos. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 03/03/2024
Palavra-chave Ensino de línguas, Ensino de línguas, Letramento crítico
Resumo

O professor de língua estrangeira, situado no momento sócio-histórico contemporâneo, também participa da construção da cidadania e da construção de identidades sociais em sala de aula (MOITA LOPES, 2002;DIAS,2009). Considerando o fato de que, muitas vezes, o ensino desse profissional pauta-se no material didático que ele utiliza e, também, que a organização estrutural desse material reflete diretamente o posicionamento do autor em relação ao processo de ensino e aprendizagem como forma de ser/ estar no mundo e à visão simplista ou generalizada de ensino como um conjunto de regras a serem aprendidas (TILIO, 2006), reconhecemos que a construção de manifestações identitárias, no âmbito do ensino de línguas, vincula-se às relações de poder (CASTELLS, 1999) de forma que, no material elencado para análise, observamos a legitimação perante outras. Destarte, esta pesquisa busca, por meio dos estudos sobre identidades sociais fragmentadas em contextos de ensino ( NORTON, 2000), isto é, identidades de gênero e sexualidade ligados a educação (LOURO, 2011; BUTLER, 2003), identidade de classe (BOURDIEU, 1983) e de raça/etnia (SILVA, 2005;FERREIRA, 2006 e BARBOSA, 2011), além da referência ao paorte teórico-metodológico da análise crítica do discurso (FAIRCLOUGH, 2008; van Leeuwen, 2006), promover o letramento visual e o letramento crítico (FERREIRA, 2006) entre os aprendizes ao questionar a naturalização de alguns discursos. A proposta apresentada implica no aprendizado pela apreciação, decodificação e interpretação por intermédio da análise tanto da forma de como as imagens e textos são construídos e operam em nossas vidas quanto do conteúdo que eles comunicam em situações concretas. Em vista disso, busca-se, a desconstrução do óbvio e do que é tomado como familiar, tornando-o estranho, portanto, não familiar, para gerar atenção ao modo como nossa linguagem, experiência e comportamento são socialmente construídos, constrangidos, sobredeterminados e convencionados, e que, por esse motivo, estão sujeitos à mudança e à transformação.