logo

Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Objetos de aprendizagem: novas perspectivas de leitura
Autor(es): Esther Ribeiro Lino Favero de Souza. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave leitura, leitura, tecnologia
Resumo

O mundo passa por transformações constantes e a educação deve acompanhar esta demanda, pois as mudanças refletem direta e indiretamente na maneira de as pessoas agirem e, consequentemente, na forma de aprenderem. Assim, a tecnologia vem afetando a aprendizagem da língua materna. Por esse motivo, acreditamos que as práticas de leitura na sala de aula precisam ser revisadas e adaptadas para um novo público, que é, em decorrência da tecnologia, muito dinâmico. A partir de um diagnóstico que considera esses aspectos, este trabalho objetiva analisar e discutir uma nova forma de inserir a leitura no contexto educacional atual por meio de objetos de aprendizagem. Para tanto, consideramos a leitura sob uma perspectiva sociointerativa (KOCH; ELIAS, 2011), levando-se em conta os aspectos relativos à construção de sentido, já que a leitura se constitui como um evento significativo na vida do leitor, se e somente se houver produção de sentido, fato que vai ao encontro dos pensamentos elaborados nos PCNs (1998), que sugerem uma leitura para além da decodificação de letras. Diante dessas questões, propomos um estudo etnográfico, com análise das respostas dos alunos de uma sala de 9º ano a partir da leitura e compreensão do texto literário de Edgar Allan Poe, O Corvo, que acontece por meio de um objeto de aprendizagem. Esse recorte é parte integrante de nosso projeto de mestrado, no qual pretendemos avaliar de que modo a lousa digital pode ser um suporte significativo para aplicação de objetos de aprendizagem que incentivem a leitura e de que forma os sentidos são construídos no momento pós-leitura. Os resultados, ainda que preliminares, trarão subsídios para propor novas práticas pedagógicas no que diz respeito ao ensino de leitura e interpretação de texto de língua materna. Considerando, então, que as ferramentas existem e que estão, muitas vezes, lotadas nas escolas públicas, ou à disposição via internet, é mister que tenhamos professores dispostos a utilizarem a tecnologia nas aulas de língua portuguesa, pois confirmando o já exposto por Chartier (1998), a leitura em ambiente digital é uma prática que permite ao leitor intervenções mais efetivas que aquelas permitidas pelas formas antigas do livro. Isso nos incita a acreditar que essas novas perspectivas de leitura podem ter um aspecto messiânico na educação do século XXI. (Apoio: CAPES - PROFLETRAS)