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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: O uso de laptops em práticas sociais de fala, leitura e escrita: algumas questões
Autor(es): Alline Mayumi Ribeiro Kobayashi. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 05/03/2024
Palavra-chave Neurolinguística, Neurolinguística, Classmate
Resumo

Este estudo analisa, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Neurolinguística Discursiva, a fala, a leitura e a escrita mediadas pelo uso do laptop de dois sujeitos (RM, 11a5m e SL, 16a) que apresentam queixas escolares relacionadas à leitura e à escrita, acompanhados semanalmente no Centro de Convivência de Linguagens. Os dados a serem analisados resultam da encenação de um programa de entrevistas na TV, no qual RM e SL alternam-se nos papéis de entrevistador e de entrevistado. Para tanto, escolhem uma profissão sobre a qual o entrevistador prepara, com antecedência, um conjunto de questões para orientar sua fala no momento da gravação do programa. A partir desta cena enunciativa, duas questões foram foco de análise: (i) o trabalho de cada sujeito com e sobre a linguagem mediado pelo investigador e (ii) o efeito da mediação do laptop nesse trabalho linguístico. A cena enunciativa utiliza uma linguagem multimodal que envolve, além da fala e da escrita, o uso de vídeos, imagens e textos, proporcionando a imersão dos sujeitos e seu engajamento na preparação do roteiro da entrevista, na filmagem e na sua transcrição para posterior divulgação do programa de entrevista. Para tanto, foram utilizados dois laptops classmate que dispõem de um editor de textos e programas para gravação de áudio e vídeo. A utilização dessas diferentes mídias permitiu a análise da relação dos sujeitos com a linguagem de uma perspectiva diferenciada, uma vez que se dá mediada (também) pelas caracterísiticas do dispositivo e das interfaces dos softwares utilizados. Os resultados mostraram que as práticas digitais com a linguagem em questão tiveram um efeito produtivo na fala (quando convocados a utilizar a norma padrão do PB ao assumirem a posição enunciativa de entrevistador/entrevistado), na relação da fala com a escrita (ao perceberem diferenças entre os dois registros durante a transcrição do programa) e na escrita propriamente dita (ao escreverem o texto de divulgação da entrevista com base no texto transcrito), o que demandou, ainda, a compreensão do funcionamento dos recursos do dispositivo utilizado.