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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Fundo documental: revivendo caminhos, resgatando acontecimentos que compõem a linguística no Sul, bem como, no contexto nacional
Autor(es): Luzianara de Lourenço Marques, Tainise Pegoraro Gomes. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 25/02/2024
Palavra-chave memória, memória, políticas de línguas
Resumo

Entender o processo de produção dos sentidos através das relações entre língua e sujeito exige dois movimentos que são necessários para o fazer/atribuir sentidos. O primeiro movimento centra-se no pensar a constituição do sujeito, que em determinada situação de comunicação, se estabelece discursivamente como “eu”. Sendo que, nesta alocução são constituídos distintos efeitos de sentidos sobre o “outro”, sobre um “tu”. O segundo movimento, para a atribuição de sentidos, vem em decorrência da produção do discurso. Este sujeito, produtor discursivo e que é a origem do seu dizer, é afetado pelos processos discursivos, tais quais, ideologia, interdiscurso, condições de produção, dentre outros. Fazendo com que tenhamos uma diversidade de atribuições de sentidos. Segundo Scherer 2013, os homens sonham com as línguas. Na procura de uma língua de origem, de uma língua perfeita, nós alimentamos uma utopia de se pensar na língua como uma instância puramente homogênea do falar e do escrever. Nessa intensa busca de uma homogeneidade, tanto do falar quanto do escrever o homem acaba por encerrar a língua e/ou a escrita, colocando, deste modo, um espécime de ponto final em algo que é estritamente passível de possibilidades. Reincidimos, então, no conceito de língua imaginária, na utopia de se constituir uma língua homogênea alicerçada em regras, sistematizações de bem falar e de bem escrever. O Fundo Documental Aldema Menine Mckinney (FDAMM) está sob-responsabilidade do Laboratório Corpus e é composto por diversas materialidades entre elas, livros, textos, diários de viagens, relatórios técnico-científicos, dentre outros, doados pela pesquisadora que dá nome a este fundo. Para nós trabalhar com o fundo documental é colocar em movimento, é possibilitar o acesso, como o movimento de abrir uma porta, é abrir a porta para as ideias, os pensamentos, as projeções e realizações de um pesquisador. E “abrir a porta”, ou melhor, trabalhar com um fundo documental é uma oferta de passagem para diversos caminhos que queiramos trilhar. É reviver, trazer à superfície experiências que alguém já vivenciou e que nós podemos ter acesso e resgatar acontecimentos que constituem e que fazem parte de uma história. Sendo assim, ao nos dedicarmos até o momento às atividades concernentes a organização/divulgação do Fundo Documental tenho tido a oportunidade de refletir sobre diversos pontos, diversos trajetos que constituem/constituíram a linguística no sul e bem como no contexto nacional.