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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: A contribuição de Roland Barthes para a linguística e para a semiótica
Autor(es): Maria José Guerra de Figueiredo Garcia. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 24/02/2024
Palavra-chave Roland Barthes, Roland Barthes, Linguística
Resumo

Este trabalho apresenta resultados parciais da pesquisa sobre o pensador francês do século XX Roland Barthes. Nosso propósito é situá-lo no contexto geral da Linguística e da Semiótica de origem saussuriana. Nos últimos vinte anos, a Crítica Literária, a Teoria da Comunicação e outros campos afins acabam por desenvolver inúmeros trabalhos significativos sobre a obra de Barthes; entretanto, a Teoria Linguística não o tratou com a mesma intensidade. A proposta desta pesquisa é observar e refletir sobre a contribuição do autor para o campo Linguística e, também, para o campo da Semiótica. Propomos aqui algumas balizas – no sentido barthesiano do termo – que marcam a trajetória de Roland Barthes pela Linguística e pela Semiologia e as intersecções que esse trajeto proporcionou com a Semiótica. O começo da carreira acadêmica com os trabalhos sobre Lexicografia entre o final da década de quarenta do século XX e início da década de cinquenta, os estudos posteriores sobre o adjetivo e sobre a descrição, e as reflexões sobre o modelo saussuriano são trabalhos importantes nos domínios da Linguística. Além do campo da Linguística propriamente dito, alguns aspectos relativos ao campo da Semiologia e Semiótica também merecem ser destacados, tais como a questão do signo, da refenciação e da significação, bem como a retórica das sociedades contemporâneas, cujas análise vão até a questão do cinema e da percepção. É preciso salientar que este percurso pretende destacar esses pontos levantados de modo panorâmico, sem deixar de lembrar aspectos essenciais na análise barthesiana como a questão dos sujeito repartido, do discurso que divaga entre o calor do poético e a opacidade do acadêmico. Refletir sobre a obra de Roland Barthes é pensar cuidadosamente sobre limites, é questionar fronteiras entre o rigor da crítica e a liberdade do texto poético e, mais do que isso, é questionar o sujeito burguês irremediavelmente repartido.