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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Manifestação e protesto e suas instabilidades
Autor(es): Anderson da Silva Buzato. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 23/02/2024
Palavra-chave Sentido, Sentido, Protesto
Resumo

O presente trabalho é fruto de uma monografia apresentada à disciplina Tópicos em Léxicos e Significação, ministrada pela profa. Dra. Sheila Elias de Oliveira no segundo semestre de 2013, no curso de pós-graduação em Linguística no IEL – UNICAMP e tem como finalidade analisar, a partir de três textos de dois veículos de comunicação, a saber: ‘Folha de S. Paulo’ e “Carta Capital’, às instabilidades quanto ao uso de dois nomes: Manifestação e protesto; ressalta-se que a escolha dos veículos de comunicação não se deu de forma aleatória, mas foram tomadas a partir das perspectivas política de cada um, isto é, a escolha se baseou na linha editorial e visão política – nesse caso, partidária -, de cada veículo. A análise é realizada a partir da perspectiva da semântica da enunciação / análise do discurso e os textos selecionados referem-se ao movimento político – partidário ou não – de junho de 2013, ou seja, as manifestações / protesto sobre as tarifas de ônibus na cidade de São Paulo. A partir da leitura dos textos, discute-se se as palavras – Manifestação e protesto – são, realmente, estáveis quanto ao sentido ou se podem, a partir do contexto, apresentar outras relações com as demais palavras do texto, para isso, partimos do modo como estas palavras se estabilizam na língua, a partir de dois dicionários de português, sendo eles: Aulete e Houaiss. Com as ocorrências das palavras nos textos selecionados, buscamos demonstrar que as palavras MANIFESTAÇÃO e PROTESTO são tratadas ora em relação de sinonímia, ora de hiponímia, ora de hiperonímia; isto pelo fato de, muitas vezes, as palavras estão associadas de modo que possamos identificá-las com o mesmo significado e / ou significados aproximados, porém, numa leitura mais minuciosa, nem sempre é possível estabelecer essa relação, com isso, “não há dúvida de que a linguagem designa as coisas de modo incompleto e inexato.” [BREAL, p. 123, 1897]. E é nessa incompletude e inexatidão que o trabalho está centrado.