logo

Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Um estudo da relação entre as modalidades expressas pelo verbo modal "poder" e o tipo de estado-de-coisas do enunciado
Autor(es): Natália Rinaldi. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 01/03/2024
Palavra-chave funcionalismo, funcionalismo, Estado-de-Coisas
Resumo

Este trabalho tem por objetivo verificar, a partir de um ponto de vista funcionalista, em que medida as diferentes modalidades expressas pelo verbo modal poder em espanhol podem relacionar-se com a natureza do Estado-de-Coisas presente no enunciado. Como já verificado em estudos que tratam da questão de modalidade de modo geral, os verbos auxiliares, entre eles o verbo poder, são um recurso muito utilizado nas línguas naturais para expressar todos os tipos de modalidade, uma vez que podem receber diferentes leituras a partir do contexto em que se inserem. Para tal análise, partiremos da classificação de Hengeveld (2004), que, dentro de uma perspectiva funcionalista da linguagem, na qual se considera o contexto real de comunicação e na qual a pragmática tem primazia sobre a semântica e esta sobre a sintaxe, faz a distinção entre dois parâmetros relevantes para o estudo da modalidade ao tratar das categorias modais: alvo de avaliação e domínio semântico. O primeiro refere-se à parte do enunciado que é modalizada e, assim, a modalidade pode estar orientada para o participante, para o evento ou para a proposição. Já o segundo critério estabelece uma divisão das modalidades segundo o significado que expressam no enunciado: a) modalidade facultativa; b) modalidade deôntica; c) modalidade volitiva; d) modalidade epistêmica; e) modalidade evidencial. Além disso, utilizaremos uma perspectiva mentalista sob uma ótica semântica baseando-nos em Cançado (2005), que, ao tratar de papéis temáticos, afirma existir diferentes relações de sentidos entre o verbo e seus argumentos. Segundo a autora, não há apenas eventos que se relacionam a ações e que envolvem, portanto, um sujeito cujo papel é de agente; existem também eventos que envolvem sentimentos, sensações, percepções e que, nesse sentido, não podem ser considerados do mesmo tipo que o anterior, com a presença de um agente dos eventos. A partir dessa perspectiva, Cançado (2005) aponta que há, também: i) eventos mentais, que expressam uma experiência psicológica, perspectiva ou, ainda, cognitiva; ii) eventos relacionais, em que dois estados de fato são relacionados. O córpus utilizado neste trabalho constitui-se de entrevistas jornalísticas retiradas aleatoriamente de periódicos da revista espanhola El País. (Apoio: CAPES)