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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: Atuação ética e estética de uma professora de produção textual em uma escola inclusiva
Autor(es): Breno Luis Deffanti. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 24/02/2024
Palavra-chave Neurolinguística, Neurolinguística, Produção Textual
Resumo

Introdução: Este trabalho orienta-se pelos pressupostos teóricos e metodológicos da Neurolinguística Discursiva (COUDRY, 1986/1988) e parte de uma concepção sócio-histórico-cultural e dialógica de linguagem (FRANCHI, 1977; VYGOTSKY, 1984; BAKHTIN, 1929/2003).   A discussão será orientada também pelas noções bakhtinianas de “ética e de “estética”, sobretudo pelo pressuposto de que o sujeito age no mundo de forma singular e que deve assumir a responsabilidade por seus atos. O contexto da discussão é o da intervenção dialógica de um professor no processo de produção textual de um aluno do Ensino Fundamental II com dificuldades de aprendizagem, numa escola particular com discurso inclusivo. Objetivo: O propósito do trabalho será interpretar tais intervenções – o atuar ético e estético da professora - na produção de um texto do referido aluno, para garantir que ele fosse publicado no livro anual de textos da escola. Aspectos metodológicos: A análise dos dados – de natureza microgenética - parte de sua materialidade linguística, atentando para a relação que o sujeito estabelece com a escrita, bem como a relevância do papel efetivo da professora no processo da produção do texto e no processo efetivo de inclusão. Os dados são constituídos por um conjunto de textos (escritas e reescritas)   produzidos pelo sujeito CY durante atividades propostas pela escola. Discussão e conclusão: Os dados analisados evidenciam como a interação dialógica entre CY e a professora, mediada pelo trabalho com a linguagem, propicia que os textos incorporem marcas de subjetividade, ainda que necessitem fortemente da ação do outro (neste caso, a professora) para lhe dar acabamentos (BAKHTIN, 1997) e garantir a adequação do texto, com relação ao gênero à sua estrutura gramatical. Ao contrário das preocupações que movem uma perspectiva de ensino tradicional e prescritiva, o trabalho da professora privilegiou a inclusão de CY no sentido mais ético do termo “inclusão” ao pensar no sujeito, no que significaria para ele ter um texto publicado no livro da escola, mesmo que com sua a intervenção da em todas as etapas de seu processo de escrita.