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Programação do 62º seminário do GEL


62º SEMINáRIO DO GEL - 2014
Título: A adequação da metodologia experimental na adoção de uma visão de inglês como língua franca: o papel do grupo controle
Autor(es): Jeniffer Imaregna Alcantara de Albuquerque. In: SEMINÁRIO DO GEL, 62 , 2014, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2014. Acesso em: 05/03/2024
Palavra-chave EFL, EFL, Metodologia Experimental
Resumo

Existe uma corrente discussão na área de aquisição dos sons da língua inglesa entre a adoção de perspectivas de ensino de pronúncia distintas: EFL (English as a Foreign Language) e ELF (English as a Lingua Franca). Indo um pouco além da discussão recorrente sobre o conjunto de sons e aspectos fonético-fonológicos considerados como requisitos mínimos para uma comunicação inteligível entre falantes não nativos de inglês, listados por Jenkins (1998, 2000 e 2002) em seu core, este trabalho tem como objetivo levantar uma discussão sobre a metodologia experimental empregada em trabalhos na área de fonética da língua inglesa que adotam a visão de ensino de ELF. Ao se realizarem pesquisas de natureza comparativa, ou seja, quando o pesquisador se propõe a analisar dados de informantes brasileiros produzindo determinados segmentos do inglês, por exemplo, leva-se em consideração, conforme mencionado por Llisterri (1988), a elaboração de um corpus  com distratores, se os informantes serão do mesmo sexo ou não, a quantidade de informantes pesquisados, o histórico desses informantes, a presença de um grupo controle, etc. Em especial, chama-se a atenção aqui para o papel do grupo controle. Tendo como base uma visão de ensino de EFL, o grupo controle é geralmente constituído por falantes nativos. No entanto, a questão que aqui se coloca é como resolver aspectos experimentais, como a origem dos informantes do grupo controle, quando se adota uma visão como a ELF, na qual a comunicação com falantes não nativos é o alvo. A partir do que foi exposto acima, propõe-se realizar uma discussão teórica a partir da necessidade de se revisar a adoção de parâmetros experimentais, como a utilização de falantes nativos como grupo controle, uma vez que tal decisão entra em choque com os pressupostos teóricos que norteiam a visão de ELF. Argumenta-se, com isso, a importância de se ter uma consonância entre o pressuposto teórico assumido por uma determinada abordagem e a metodologia experimental adotada.