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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Investigação sobre o uso das Formas Verbais Imperativas nas Cantigas de Santa Maria.
Autor(es): Gisela Sequini Favaro. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave Modo Imperativo, Portugus Arcaico, Cantigas de Santa Maria
Resumo

Os principais objetivos desta comunicação são o mapeamento e a análise da estrutura morfológica no processo da flexão verbal das formas imperativas em Português Arcaico (PA), a partir das Cantigas de Santa Maria (CSM), com a finalidade de mostrar se a situação que encontramos hoje (ou seja, variação entre formas indicativas e subjuntivas para expressar ordens e pedidos), que leva à dúvida quanto ao imperativo ser um modo independente ou não, já ocorria no PA. A metodologia empregada baseia-se no mapeamento dos verbos conjugados no imperativo nas CSM. Contamos também com glossários, vocabulários, dicionários como auxílio na categorização das formas verbais. Após a coleta dos dados, são analisadas as estruturas morfológicas das formas verbais imperativas encontradas, comparando-as com a estrutura morfológica das formas verbais do presente do indicativo e do subjuntivo mapeadas no corpus, a fim de explicar se critérios, tais como ordem, presença ou ausência do sujeito e contextos relacionados a atos de fala (ordem ou pedido), podem ser utilizados para considerar uma forma imperativa ou não. Foram coletadas 189 formas verbais imperativas conjugadas nas 2ªpp e 2ªps. Optamos por excluir de nossas análises preliminares as ocorrências mapeadas nas 3ªps, 1ªpp e 3pp, pois estas pessoas são todas extraídas do presente do subjuntivo, fato que não favorece a observação do uso de uma estrutura morfológica específica e bem demarcada para expressar o modo imperativo (só observável a partir da segunda pessoa). Entre os itens que podem auxiliar nesta investigação acerca das formas verbais imperativas, destacamos a presença ou a ausência de sujeito nas frases. Nas CSM foi possível verificar que a posição ocupada pelo sujeito é sempre vazia, ou seja, ocupada pelo morfema zero e o tipo de ordem sintática mais usada era VC (verbo-complemento). Há preservação da construção canônica postulada pelas gramáticas históricas e tradicionais da formação do modo imperativo. Não há indícios de formas variantes, pois não foi mapeada qualquer forma morfologicamente idêntica para representar o imperativo e o presente do indicativo e do subjuntivo ao mesmo tempo nas CSM, o que reforça a hipótese de que o sistema verbal da língua portuguesa no PA apresentava o imperativo como modo independente (Apoio: Capes).