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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: MARCAS DO DIZER: SENTIDOS DO ARRAIAL DO CUYABÁ
Autor(es): Taisir Mahmudo Karim. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 01/03/2024
Palavra-chave ACONTECIMENTO, TEMPORALIDADE, ARRAIAL DO CUYAB
Resumo

Ao considerarmos a nomeação como um acontecimento de linguagem pelo qual algo recebe um nome e se constitui historicamente, propomos neste trabalho, analisar a constituição e o movimento semântico do nome Arraial do Cuyabá, nome enunciado oficialmente pela primeira vez em um documento de 1719, a Ata que nomeia e requer posse da região aos bandeirantes lusitanos. As análises deste estudo de significação serão tomadas de uma posição enunciativa. O processo de nomeação, aqui, será observado do lugar teórico da Semântica do Acontecimento, teoria desenvolvida no Brasil por Eduardo Guimarães (2002), que tem filiações nos estudos de enunciação de Benveniste e Ducrot. A Semântica do Acontecimento toma a nomeação como um procedimento de linguagem, que significa de algum modo, o marco fundante das narrativas que dão existência a algo no mundo. Para compreendermos o funcionamento deste procedimento que nos dizem das histórias do nome Arraial do Cuyabá, vamos observar a dispersão semântica que se apresenta como una na relação integrativa de enunciação a partir de alguns fragmentos enunciativos que trazem o nome Arraial do Cuyabá. Partimos da posição que considera que essas relações de integração do enunciado com o texto constroem designações que predicam/determinam o nome, isto é, que dizem e significa o Arraial do Cuyabá. As análises levam em consideração as relações designativas do funcionamento do nome sob dois procedimentos analíticos: primeiro o do funcionamento morfossintático; segundo o do semântico-enunciativo.   Para observarmos o funcionamento semântico em torno do nome Arraial do Cuyabá, mobilizaremos a noção de acontecimento o qual historiciza uma temporalidade própria, constitutiva de sua existência. Outro conceito que nos interessa nas análises deste trabalho é o de espaço de enunciação que segundo Guimarães (2002), são espaços de funcionamento de línguas, que se dividem, redividem, se misturam, desfazem, transformam por uma disputa incessante. São espaços “habitados” por falantes, ou seja, por sujeitos divididos por seus direitos ao dizer e aos modos de dizer.  â€‹