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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Línguas em contato à luz da GDF: trasparência e opacidade no PB
Autor(es): Bruna Abigail Pereira de Castro. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave trasparncia, opacidade, GDF
Resumo

Compreendendo “transparência” como uma relação direta, ou seja, de um para um, entre forma e significado, o propósito deste projeto é investigar a variedade brasileira do português, sob o escopo da Gramática Discursivo-Funcional –GDF (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008). As ordens de organização desse modelo acontece de forma hierárquica (top-down), ou seja partindo das manifestações linguísticas da intenção do falante até sua organização. Os níveis estão divididos em Interpessoal (NI), Representacional (NR), Morfossintático (NM) e Fonológico (NF). O projeto tem por finalidade estabelecer até que ponto o fenômeno das línguas em contato pode contribuir para a transparência de uma dada língua, tendo como base as hipóteses discutidas por Lins (2009) sobre o processo de formação do português brasileiro, em que são discutidas: crioulização prévia (GUY, 1981; HOM, 1987), transmissão linguística irregular (BAXTER; LUCCHESI 1997) e deriva secular (NARO; SCHERRE 1993,1999). Levando em conta que o português do Brasil se desenvolveu em contexto de longo contato histórico com outras línguas, nossa hipótese inicial é que o português brasileiro é uma língua transparente. Para atingir o objetivo da pesquisa, mapearemos o sistema linguístico dessa variedade, investigando parâmetros como os que seguem: (1) ausência de alçamento; (2) ausência de expletivos; e (3) ausência de cópia de marcação de tempo. A análise será realizada à luz de critérios advindos da GDF que demonstrem relações de transparência dentro do Nível Morfossintático postulado pela teoria, no intuito de determinar e sistematizar propriedades transparentes e opacas dessa variedade. O universo de investigação será constituído pelos inquéritos que compõem o Corpus Mínimo compartilhado do PGPF (Projeto de Gramática do Português Falado), que constitui uma amostragem do material coletado pelo Projeto da Norma Urbana Culta (NURC)/Brasil, de onde serão extraídas as ocorrências referentes à variedade brasileira e também utilizaremos o corpus do Iboruna que consiste no banco de dados online do Projeto de Amostras Linguísticas do Interior Paulista (ALIP).