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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Estrutura composicional nos contos de fadas de Marina Colasanti: um estudo à luz da análise textual dos discursos
Autor(es): Giovana Flvia de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave Anlise textual dos discursos, Estrutura composicional, Marina Colasanti
Resumo

A literatura voltada ao público infantojuvenil aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Entre tantos títulos publicados, destacam-se os contos de fadas da escritora Marina Colasanti. Pesquisadores apontam que a temática feminista e a preocupação com a linguagem literária são dois grandes diferenciais na obra da autora. É comum, também, que se façam referências à estrutura de seus contos, tida quase sempre como inovadora. Nesse contexto, perguntamos: quais são as principais características da estrutura composicional do conto de fadas A moça tecelã, de Marina Colasanti? O objetivo desta pesquisa é, assim, identificar o plano de texto e as sequências textuais presentes no conto de fadas da autora, analisando-os frente à temática feminista, comum na obra colasantiana. Temos, como embasamento teórico, a análise textual dos discursos, proposta por Jean Michel Adam. Segundo essa teoria, um texto é composto por segmentos menores, que se organizam em operações de ligação e de segmentação, formando, entre outras unidades, sequências textuais e plano de texto. A compreensão do texto como um todo, por essa perspectiva, passa pela identificação de suas partes e da relação que existe entre elas. Essa relação geralmente vem marcada pelo uso de conexões (conectores argumentativos, organizadores e marcadores textuais e os marcadores de responsabilidade enunciativa). A percepção das partes do plano de texto e de como elas se relacionam entre si interfere diretamente na reconstrução de sentido realizada pelo leitor no momento da leitura de um dado texto. A identificação das sequências textuais auxilia tanto na compreensão do texto quanto na classificação da tipologia textual. Resultados preliminares desta pesquisa bibliográfica apontam que o plano de texto utilizado pela autora no conto em análise é o convencional, característico do gênero conto de fadas, com o predomínio da sequência narrativa. No entanto, as conexões utilizadas pela autora na segmentação das partes do plano de texto e das sequências textuais apontam para sentidos bem diferentes daqueles presentes em contos de fadas tradicionais. Dessa forma, se focarmos o uso dos conectivos e a macroestrutura semântica, podemos considerá-lo até mesmo como um texto argumentativo, cuja tese está diretamente relacionada à luta pelas causas feministas, característica marcante da obra da autora.