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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Em busca do ensino comunicativo de japonês: o foco na forma em sala de aula
Autor(es): Antonio Marcos Bueno da Silva Junior . In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 05/03/2024
Palavra-chave tarefas, japons/LE, foco na forma
Resumo

Com o surgimento da abordagem comunicativa em meados dos anos 80, vivemos diversas mudanças no processo de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras que implicaram em novos olhares para as teorias de aquisição de LE e também em inovações nas atividades realizadas em sala de aula. Em meio a essas inovações, surgiu o conceito de tarefas que segundo Nunan (1989) seria uma parte do trabalho de sala de aula que envolve os alunos na compreensão, manipulação, produção e interação na língua-alvo. Com o surgimento desta tipologia de atividades, passamos a questionar o foco que pode ser dado em sala de aula. Baseamo-nos na teoria proposta por Long (1998) que defende um foco intermediário entre o sentido e o foco na gramática. Para Long, mesmo em um ambiente dito como comunicativo, onde prioriza-se o sentido e o ensino de LE dentro de um contexto, é necessário também que haja uma atenção a gramática. Logo, Long define por foco na forma, esta atenção gramatical que surge dentro do bojo comunicativo e a atenção dada apenas às estruturas linguísticas ele denomina como foco nas formaS. A língua japonesa começou a ser ensinada no Brasil dentro das colônias dos imigrantes japoneses, em um contexto onde o Japonês era a primeira língua de muitos falantes. Entretanto, o japonês como língua estrangeira passa a ser ensinado nos anos 90 no Brasil, conforme afirma Morales (2008), logo este cenário do Japonês/LE ainda é recente e em muitos aspectos ainda permeia um ensino mais tradicional. Logo a proposta do presente trabalho é apresentar quais tipos de atividades com foco na forma foram elaboradas dentro de um curso de Japonês baseado na abordagem comunicativa em tarefas, oferecido pelo Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores (CLDP) da Unesp de Assis, baseando-se na análise do corpus de elaboração tarefas, sua aplicação e o seu resultado. Para a coleta de dados, como estratégia metodológica, utilizamos a gravação em áudio, análise dos planos anterior/posterior às aulas e questionários solicitados aos alunos. Como suporte teórico nos apoiamos nos estudos acerca da abordagem comunicativa (Canele e Swain, 1980; AlmeidaFIlho, 1993; Thompson, 1996), nos estudos sobre as características, formação e aplicação das tarefas (Prabhu, 1987; Nunan, 2004; Barbirato, 1999) e da definição entre foco na forma contraposto ao foco nas formas proposto por Long (1998).