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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: A atuação das professoras da Sala Ambiente de Leitura de uma escola estadual paulista: formadoras de leitores e leitoras em formação
Autor(es): Queila da Silva Gimenez. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 24/02/2024
Palavra-chave Leitura, Sala Ambiente de Leitura, Formao de leitores
Resumo

Entre alguns aspectos relacionados à presença de uma Sala Ambiente de Leitura numa escola estadual do oeste paulista, a pesquisa em fase de conclusão analisa as práticas exercidas pelas duas professoras responsáveis pela Sala em questão, instalada e instituída nessa unidade escolar pela Resolução SE 70, de 21-10-2011. Tal investigação desenvolveu-se a partir de interações efetuadas por meio de entrevistas com essas professoras e com três alunos de ensino fundamental e médio por elas atendidos, bem como pela observação de sua atuação cotidiana. Tanto a investigação quanto a análise dos dados obtidos ao longo do desenvolvimento desta pesquisa têm se dado de forma qualitativa, fundamentada na concepção teórico-metodológica da pesquisa narrativa de Clandinin e Connelly (2011). A fim de chegar à compreensão a que se referem os autores canadenses, busco o apoio da hermenêutica filosófica de Gadamer (1997), procurando analisar e relacionar à realidade discente local as formas de abordagem aos alunos adotadas por essas professoras; a organização da rotina, do acervo e do espaço físico; as propostas e ações para ampliação extraoficial do acervo promovidas pelas professoras; a relação entre sua formação leitora e seu papel de formadoras de leitores naquela comunidade específica. O apoio teórico com o qual se conta para a análise do contexto apresentado encontra-se em Chartier (1998; 1999; 2001), no que se refere aos modos de ler, às novas situações socioculturais de leitura e à influência da cultura de massa nas práticas contemporâneas da leitura; em Batista (1998) e em Marinho (2001), no que diz respeito às questões relativas à formação leitora de professores; e em Abreu (2001; 2003) e Cortina (2014) sobre as práticas de leitura dos brasileiros. Tendo em vista o exposto, o embate entre os dados e a teoria a respeito do tema, constitui-se um cenário no qual evidenciam-se a importância das leituras compartilhadas, geralmente feitas em voz alta pelas professoras responsáveis pela Sala ou pelo professor que acompanha a turma; a influência da cultura de massa na formação de um acervo paralelo ao acervo oficial, fato que expõe a dificuldade tanto das professoras da Sala de Leitura quanto dos professores de português da escola em aproximar os alunos da literatura dita “autorizada”; e os reflexos e implicações da formação leitora dessas professoras nas histórias de leitura dos estudantes por elas atendidos.