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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Aspectos sintáticos, semânticos e fonológicos: análise da língua Quenya, de J. R. R. Tolkien
Autor(es): Gisele de Oliveira Castro. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave Tolkien, quenya, chomsky
Resumo

Escritores contemporâneos se utilizam do recurso de criar línguas em suas narrativas sobre o universo fictício, e Tolkien é um desses autores. Assim, este painel objetiva apresentar uma análise dos aspectos linguísticos criados por esse autor, e também filólogo, ressaltando o uso desta linguagem em sua obra, sobretudo a língua intitulada Quenya, que constitui todas as obras de Tolkien. Trata-se de uma pesquisa em fase inicial, embasada teoricamente no Gerativismo, proposto por Chomsky. Para isso, serão retomados alguns aspectos fonológicos de línguas como o inglês e o galês, comparando sua estrutura com as línguas tolkienianas, sobretudo o Quenya, o Sindarin, e algumas línguas indo-europeias, como o grego, galês e finlandês, que formam a base da construção e criação das línguas de Tolkien. Para as análises, a formação linguística de Tolkien merece atenção especial, pois perpassa pelo latim, alemão e francês, dados pela mãe, inglês médio e arcaico, finlandês, gótico, grego, italiano, nórdico antigo, espanhol, galês moderno e galês medieval, pela formação escolar ou por aprendizado próprio. Além disso, o autor era familiarizado com dinamarquês, holandês, lombardo, norueguês, russo, sueco e muitas línguas ancestrais germânicas e eslavas. Quando criança, Tolkien foi exposto a “línguas-modelo” quando aprendeu uma linguagem que seus primos haviam inventado, chamada animálico, constituída primariamente por nomes de animais em inglês. Esse invento serviu como inspiração para que criasse a língua chamada nevbosh, que significava “nova besteira”; essa língua trazia em sua origem o inglês, o latim e o francês. Aí está a sua primeira tentativa de criar uma língua completa. O primeiro trabalho sério de criação de “língua-modelo” por Tolkien foi a chamada naffarin, que era fortemente influenciada pelo espanhol, mas com sua própria fonologia e sua própria gramática. Posteriormente, criou o Quenya,objeto de análise deste trabalho, com inspiração que passa pelo gótico e pelo finlandês, sua principal língua élfica, e o objeto de estudo desta pesquisa. Por conseguinte, para se verificar a criação de Tolkien em seus idiomas fictícios e investigar aspectos das línguas naturais nessas criações, seu funcionamento como “língua real”, serão considerados os aspectos sintático, observando como as frases do Quenya são estruturadas, fonológico, considerando a sonoridade dessa língua, e semântico, investigando os modos de interpretação dessa língua, bem como sua relação com o social, como essa língua afeta o modo de falar e a inserção social dos falantes nas narrativas.

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