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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: As construções verbais paratáticas: Gramaticalização em italiano
Autor(es): PATRICIA BOMTORIN. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 01/03/2024
Palavra-chave Gramaticalizao, Construes, Funcionalismo
Resumo

Este trabalho visa a relatar a ocorrência, na língua italiana, de um tipo particular de construção, a saber, as construções verbais paratáticas (CVPs, daqui em diante). As construções focalizadas nesta pesquisa formam-se a partir de dois ou mais verbos flexionados, conectados ou não pela conjunção e, como por exemplo: se ne va e piange (“vai-se e chora”), prendo e me ne vado (“pego e vou-me embora”). Os casos de CVPs analisados aqui caracterizam-se pelo uso dos verbos andare (ir) e prendere (pegar) na posição de V1, sendo que a classe de V2 é relativamente aberta. Nossos objetivos são focar: no estatuto categorial das CVPs como um tipo de predicação complexa não previsível no âmbito da gramática do italiano contemporâneo (a saber, serialização verbal); e na gramaticalização, tendo em vista os processos de mudança envolvidos na emergência dessa construção. Nossa hipótese é a de que as CVPs sejam consideradas como construções de foco, em que V1, o tema, tem a função de dar ênfase a uma informação nova ou contrastante veiculada por V2, o rema. Adotamos os pressupostos teóricos da gramática funcional, visto que esta pesquisa tem por objetivo estudar a língua em uso. Dentro do funcionalismo, cabe estudar outros pontos caros a este trabalho, como: a estrutura informacional, a categorização, a gradiência da predicação complexa, a auxiliaridade e a serialização verbal. A metodologia empregada aqui consta da análise dos dados coletados a partir dos corpora CORIS e LABLITA (do projeto C-ORAL-ROM), além de buscas na web a partir do site google, sendo que foi efetuada uma pesquisa quantitativa sobre estes dados com uso do programa GOLDVARB. A análise efetuada a partir destes corpora focou na estrutura das CVPs; na sua função, haja vista que propomos sua interpretação como construções de foco; em sua categorização, visto que as CVPs compartilham algumas propriedades com a auxiliaridade e a serialização verbal – sendo que os dados mostram uma aproximação maior das CVPs com estas construções com verbos seriais.