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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: ANÁLISE ENUNCIATIVA DE MODALIDADES PRESENTES EM CORPUS TRADUCIONAIS DE LIBRAS - PORTUGUÊS.
Autor(es): Anderson Almeida da Silva. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave Interpretao Intermodal, Modalidades, LIBRAS
Resumo

Este trabalho centra-se nas questões do trabalho do Tradutor/Intérprete de Língua de Sinais enquanto o segundo enunciador da produção discursiva. Esse profissional no momento da interpretação busca recriar [atualizar] os conceitos emanados da língua-fonte para a língua-alvo, instaurando, assim, uma segunda instância enunciativa. O quadro teórico insere-se dentro da perspectiva da Linguística Enunciativa (BENVENISTE, 1989; FLORES, 2008, 2009, 2010) e no estudo das modalidades em línguas orais (LYONS, 1981) e na LIBRAS (FERREIRA-BRITO, 1995). Tem-se por objetivo buscar as marcas deixadas pelo segundo sujeito enunciador do texto, neste caso, o intérprete, relativo ao uso de modalidades especificamente e analisar as escolhas desse segundo sujeito enunciador por utilizar um ou outro tipo de modal (no texto alvo), que esteja explícito ou implícito na primeira situação de enunciação (no texto fonte). Para análise, a fala com tempo total de 40' (quarenta minutos)  de uma pessoa surda que estava sendo interpretada para o Português oral fora transcrita utilizando o sistema proposto por Felipe (2005). Após a transcrição,    6 (seis) excertos da fala total com ocorrências de modais na língua fonte ou alvo foram analisados, e, pontua-se: 1. A tendência de que a modalidade deôntica seja quase sempre interpretada como na língua fonte; 2. As escolhas interpretativas são sempre guiadas por pistas enunciativas deixadas na fala do primeiro enunciador, para as quais, o intérprete deve dominar plenamente os aspectos idiossincráticos de suas semânticas lexicais; 3. Na ausência de marcas modais explícitas, os intérpretes são sensíveis às noções modais extravasadas por toda a planície textual; 4. A omissão temporal na interpretação de modais epistêmicos de grande valor de aderência pode funcionar como uma estratégia interpretativa e não como um falseamento da informação original; 5. A noção de “tempo de checagem” é proposta para cobrir o tempo não cronológico no qual o intérprete, após receber a informação da língua fonte, autorizaria a sua interpretação.