logo

Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: “FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE LÍNGUA EM CONTEXTOS BI/MULTILÍNGUES PARANAENSES”: A EXPERIÊNCIA NA ESCOLA KOKOJ TY HAN JÀ (T.I. DE MANGUEIRINHA/PR)
Autor(es): Letcia Fraga. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 03/03/2024
Palavra-chave Educao indgena, Formao de professores indgenas, Lngua Kaingang
Resumo

No Brasil, podem-se observar os seguintes contextos bi/multilíngues: a) o das comunidades indígenas; b) o das comunidades imigrantes; c) o das comunidades de brasileiros descendentes ou não de imigrantes em regiões de fronteira, em sua grande maioria, com países hispanófanos (CAVALCANTI, 1999, p. 2). Esses mesmos contextos podem ser observados em toda a extensão do estado do Paraná, o que torna evidente que a situação linguística do estado exige maior atenção governamental, para que se proponha uma educação mais adequada, que leve em consideração os direitos linguísticos de cada comunidade. Nesse sentido, neste recorte apresentaremos dados parciais relativos ao projeto FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE LÍNGUA EM CONTEXTOS BI/MULTILÍNGUES PARANAENSES (financiado pelo CNPq – Processo 407358/2012-9), cujo objetivo geral é investigar como são pensadas e executadas, no estado, as práticas político-pedagógicas escolares, considerando-se o bi/multilinguismo presente em determinadas regiões. Desse modo, apresentaremos o levantamento relativo à Terra Indígena de Mangueirinha (PR), mais especificamente dados oriundos da investigação sobre a forma como suas escolas lidam com sua complexa realidade sociolinguística, buscando responder às seguintes questões: elaboram-se ou não se elaboram políticas linguísticas adequadas ao contexto a que elas se referem? Em caso afirmativo, estas políticas são ou não são aplicadas? Na sequência, o plano de trabalho previa o encaminhamento de proposições de formação continuada junto aos docentes das escolas (as quais compreendem inclusive o desenvolvimento da elaboração de materiais didáticos apropriados). Em termos metodológicos, optamos por utilizar a pesquisa qualitativa, de perspectiva etnográfica (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 7). Até o presente momento, os resultados levantados na escola KOKOJ TY HAN JÀ (T.I. Mangueirinha/PR) permitem afirmar que, apesar dos esforços de parte do corpo docente e da equipe pedagógica, as práticas político-pedagógicas, em geral, não consideram adequadamente (não atendendo, portanto, as necessidades e desejos expressos pelos indígenas) o bi/multilinguismo existente na região; por outro lado, percebe-se que há possibilidade de se modificar esse quadro, pois a comunidade escolar demostra interesse em participar de discussões que tratem da questão, de modo que se possam, a partir disso, elaborar/propor alternativas/soluções para as dificuldades enfrentadas atualmente. Como produto da primeira intervenção realizada, já viabilizamos a publicação de um livro didático de ensino de língua Kaingang.