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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: As identidades e a representação masculina no mundo social hegemônico
Autor(es): Nastassia Santos Neves Coutinho. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 03/03/2024
Palavra-chave Identidades, mundo social, masculinidade
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo trazer uma discussão sobre o tema identidade do sujeito na contemporaneidade, com base nas proposições de Hall (2006), o qual acredita que esse tópico seja muito mais amplo do que o mundo social concede, dialogando com o tema do conhecimento hegemônico em que estamos inseridos, explicitado em Santos (2002), que em concordância com o autor anterior, propõe que as experiências sociais do mundo são mais diversificadas do que considera a tradição ocidental, que é vista como a única forma de racionalidade.

Essa diversidade de culturas e de identidades é confrontada pelas experiências hegemônicas que são impostas e que criam um padrão a ser seguido, como se todos experimentassem as mesmas realidades, interações e subjetividades. O mundo tenta apagar a pluralidade identitária, mantendo a homogeneidade do sujeito, entretanto é inegável que esteja ocorrendo a fragmentação das concepções de classe, gênero, sexualidade e etnia, por meio da globalização.

Em consideração às teorias acima, proponho uma discussão sobre a representação da masculinidade heterogênea a partir do estudo de Moita Lopes (2006), considerando o posicionamento da mulher no mundo social, visto que o homem é valorizado em detrimento da posição da mulher, ao mesmo tempo em que o homem também é subjugado à pressão de corresponder ao padrão identitário existente e reproduzido pelo ocidente.

Na construção de sentido das sexualidades, a identidade masculina foi posicionada como a de maior valor dentro do mundo social, sendo construída para que haja uma hierarquia nas diversidades, que são o meio pelo qual o sistema hegemônico capitalista irá manter seu poder social. É por meio da homogeneidade e da padronização das experiências que o ocidente consegue garantir que aquilo que ele considera importante para a expansão dessa tradição ocidental permaneça como a valorizada, marginalizando experiências que destoam daquilo que lhe é interessante. É a essa tentativa de silenciar a diversidade das experiências humanas que apontaremos a total incapacidade da sociedade contemporânea neste sentido. A partir dessas colocações, proponho neste artigo uma reflexão sobre a identidade masculina e sua representação na sociedade, tentando perceber como a história das sociedades e a globalização vão influenciar a construção dessa identidade. O objetivo está em perceber que as identidades não são únicas e nem fixas e que seu estudo deve acompanhar as alterações do mundo social e as novas formas de cultura, abordando a crise das identidades.