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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: A expressão do grau como processo derivacional: produtividade nas revistas teens
Autor(es): Rafaela Regina Ghessi. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 25/02/2024
Palavra-chave Gradao morfologica, Morfologia derivacional, Morfologia flexional
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo a análise da gradação morfológica em enunciados de revistas teens. Inicialmente, pretende-se problematizar, com critérios objetivos, marcas diferenciais da flexão e derivação. Dessa maneira, o ponto de partida da reflexão aqui proposta acompanha a concepção de pesquisadores que apontam a tradição gramatical como sendo confusa com relação a esse tema, uma vez que não se manifesta claramente quanto à categorização dos afixos de grau, declarando que suas variações são a expressão de aumentativo e diminutivo tão somente. A fim de desenvolver este estudo, o aparato teórico em que nos baseamos parte das reflexões do linguista Mattoso Camara (1975) que já fazia menção às descrições normativas, fortemente influenciadas pela Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), que acabavam nivelando as categorias gênero, número e grau como flexões possíveis dos nomes, dado que assim funcionava na tradição latina. A partir de então, inúmeras pesquisas que diferenciam a morfologia derivacional da morfologia flexional vêm corroborando a afirmação de Mattoso Camara acerca da expressão de grau como um processo derivacional em português, uma vez que não é um mecanismo obrigatório e coerente, além de não estabelecer paradigmas exaustivos e de termos exclusivos, tal como o faria a derivação flexional. Na mesma linha de raciocínio, a tese defendida neste estudo é a de que a gradação morfológica deve ser, de fato, considerada como um processo de derivação, embora reconheçamos com Gonçalves (2008) que, em determinadas ocorrências, a ideia de um continuum flexão-derivação seja bastante pertinente quando se trata dos afixos de grau em português. Assim se considerando, selecionamos – como corpus de análise – um exemplário extraído de revistas cujo público-alvo são jovens. A escolha se justifica pelo fato de entendermos que esse gênero textual é um campo rico para ocorrência desse recurso semântico, dado que constituiu um espaço privilegiado para a sua produtividade na expressão de atitudes subjetivas, carregadas de  juízos de valor sobre moda, paquera, beleza, entre outros assuntos marcados pela linguagem expansiva, enfática e jovial.