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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Vandalismo Privado e Vandalismo Público: uma análise da transição discursiva dos audiovisuais da Folha de S. Paulo sobre as Jornadas de Junho
Autor(es): Aline Perrotti. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 29/02/2024
Palavra-chave Junho de 2013, Manifestaes, Folha de S. Paulo
Resumo

Em junho de 2013 iniciou-se uma onda de protestos que seguiu, com desvios narrativos, até o final do mesmo ano. Durante a cobertura midiática dos primeiros dois grandes protestos organizados pelo Movimento Passe Livre São Paulo, a grande mídia posicionou-se contrária às manifestações populares. Textos e vídeos criticando as demandas e os manifestantes, os quais se estipulava serem em sua maioria pertencentes à classe média paulistana, pululavam nos grandes veículos de comunicação. Contudo, a trajetória narrativa do discurso midiático foi alterada a partir do dia 13 de junho de 2013, quando a repórter da Folha de S. Paulo foi atingida em seu olho direito por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP). No dia seguinte, a TV Folha publicou em seu site um vídeo sobre o ocorrido com a jornalista e retratando os protestos, posicionando-se de uma maneira bastante diferente dos editoriais anteriores. No discurso desenvolvido no vídeo o jornal se mostrava favorável às manifestações e contrário à postura policial até então, inclusive modificando narrativas dos editoriais anteriores ao relatar depoimentos colhidos antes do acidente com sua funcionária. Quase um ano depois, em 5 de junho de 2014, o mesmo veículo lança um documentário – uma espécie de versão expandida do vídeo supracitado, expressando em seu discurso diferenças marcantes em relação à versão reduzida que o precedeu. Como, por exemplo, a retirada de depoimentos e cenas que criticavam direta ou ironicamente a Polícia Militar de São Paulo. A proposta desse trabalho é analisar a sanção promovida pelo enunciador-TV Folha e pelo enunciador-documentário em relação aos manifestantes e à PM-SP ao contrastarmos o discurso das duas produções audiovisuais. Para atingir seu objetivo, a análise se apóia nas teorias de semiótica discursiva, de Algirdas Julien Greimas e colaboradores, de sociossemiótica de Eric Landowski e de linguagem e ideologia de José Luiz Fiorin.