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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Educação Étnico-Racial e Formação Inicial de Professores: uma análise crítica do discurso sobre o ensino da arte, da história e da literatura afrodescendente e africana no Brasil
Autor(es): Miria Gomes de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 29/02/2024
Palavra-chave formao inicial de professores, Educao tnico-racial, Anlise Crtica do Discurso
Resumo

Passados nove anos da promulgação da Lei 10.639/03, e de sua atualização pela Lei 11.645/08, que estabelece o estudo da história, da cultura e das contribuições dos negros e indígenas para a História do Brasil, analisamos a visão de graduandos do curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais sobre a formação étnico-racial vivida na graduação. De acordo com as leis supracitadas, espera-se que os currículos das instituições de ensino superior trabalhem a educação das relações étnico-raciais em disciplinas curriculares, atividades complementares, conteúdos de disciplinas curriculares, iniciação científica, práticas investigativas, extensão (cursos e serviços),atividades extracurriculares, etc.

Nosso objetivo é discutir a visão dos futuros professores sobre o ensino da literatura afro-brasileira e africana, a partir das reflexões sobre discurso e racismo no mundo contemporâneo (Rosemberg & Silva, 2008; Van Dijk, 2003); de estudos sobre estratégias discursivas de operação da ideologia (Van Dijk, 1983; Oliveira, 2000; Silva, 2007) e de estudos do campo da formação de professores (Silva, 2000; Munanga, 2005; Martins, 2011), dentre outros.

Partindo do pressuposto de que a educação étnico-racial constitui parte obrigatória dos currículos dos cursos de licenciatura em História, Artes e Letras, destacamos o papel do professor como mediador do debate sobre questões raciais no Brasil. Nosso corpus é constituído por gravação em áudio durante seminário temático, em turma do curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entendendo discurso como uma prática ideológica que constitui, naturaliza, sustenta e modifica significados no/sobre o mundo, a partir de relações de poder (ROGERS, 2004, p.6), apontamos a dupla referenciação em torno do que seja a obrigatoriedade da lei nos momentos em que os interlocutores se envolvem em armadilhas discursivas.