logo

Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: A CIVILIZAÇÃO COMO ARGUMENTO PARA A CONQUISTA DO OESTE SELVAGEM/INDÍGENA
Autor(es): Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 22/02/2024
Palavra-chave ndio, cena enunciativa, argumentao
Resumo

Propomos apresentar uma análise da cena enunciativa e da argumentação em torno dos nomes “índio” e “marcha para Oeste” em um texto da mídia mato-grossense publicado no momento em que o presidente Getúlio Vargas propunha a realização da marcha para Oeste, ou seja, entre 1939 e 1945. Nesse texto serão compreendidos, pelo viés da Semântica Histórica da Enunciação ou Semântica do Acontecimento, os lugares de enunciação que são configurações do agenciamento enunciativo para “aquele que fala” e “aquele para quem se fala”, são lugares constituídos pela linguagem não pelas pessoas. Assim, é a partir do agenciamento enunciativo que ocorre a assunção da palavra e a constituição desses lugares de dizer. Esses lugares se constituem pelo funcionamento da língua e são distribuídos pela temporalização própria do acontecimento, da enunciação. Ao estudar a cena enunciativa observaremos, no funcionamento da língua, como são constituídos esses lugares de dizer, considerando que o Locutor, ao enunciar, se representa como origem do dizer, como se ele não fosse agenciado por uma memória de sentidos, no acontecimento; se representando como independente da história e, desse modo, ocupando um lugar que Guimarães (2002) chama de enunciador. Será compreendida também a argumentação enquanto modo pelo qual o Locutor, a partir do lugar de locutor-x, sustenta a sua posição. Desse modo, interessa-nos compreender como ao falar da “marcha” o Locutor é agenciado e ocupa uma posição de locutor-x (l-x - ou lugar social de locutor; a variável x é o lugar social que a análise irá mostrar) que fala do “índio”. Esse locutor-x, ao enunciar, se posiciona instalando o lugar de alocutário-x (al-x – correlato do l-x) a quem se dirige ao tratar da “marcha” e do “índio”. Assim, a argumentação será considerada na enunciação em que um lugar social de locutor sustenta uma posição, sendo que, conforme Guimarães (2013; p. 13) “o sentido da argumentação não é o da persuasão é o da sustentação de uma posição, e, nesse sentido, é política”.