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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: “Mulheraiada, chulezada e berraria” – a trajetória metodológica realizada no estudo das construções quantificadoras mórficas
Autor(es): Leila Cruz Magalhes, Pilar Silveira Mattos. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 05/03/2024
Palavra-chave morfologia, metodologia, ferramentas eletrnicas
Resumo

O macroprojeto “Construções Superlativas Morfológicas do Português” (MIRANDA 2012, 2015), está vinculado à linha de pesquisa Linguística e Cognição do PPGLinguística-UFJF e à FrameNet Brasil, em sua linha Frames e Construções. Tem como arcabouço teórico central a Linguística Cognitiva (LAKOFF & JOHNSON (1980, 1999); CROFT, W. & CRUSE (2004); SALOMÃO (2009) e MIRANDA (2002, 2008)), alguns constructos teóricos desse paradigma, como a Teoria da Gramática das Construções e seus Modelos de Uso (GOLDBERG (1995, 2006); TOMASELLO (2003); CROFT, W. & CRUSE (2004);) e a Semântica de Frames (FILLMORE, 1977; FILLMORE, JOHNSON & PETRUCK, 2003). Em termos de inovação, o projeto pretende trazer para o campo morfológico contribuições analíticas erigidas pelos modelos de Gramática das Construções. Neste trabalho, pretendemos traçar um panorama do percurso metodológico elegido por COSTA (2011 – 2015) no estudo das construções quantificadoras mórficas (“lixaiada”, “berraria”, mulherada) e também pontuar o aprendizado que obtivemos nessa atividade. Embora muito presente dos discursos informais, tais construções não se mostraram rapidamente acessíveis no que diz respeito à coleta de dados e também às ferramentas computacionais. Durante a fase metodológica, o estudo passou por entraves desde a sua fase inicial, que gerou a nós, bolsistas de Iniciação Científica, um árduo e longo estudo investigado. Primeiramente, usamos da introspecção para elencarmos palavras existentes no PB que comportassem os sufixos –ada, -aiada, -aria e –al. Feito isso, partimos para a coleta de dados por meio de duas ferramentas: Linguateca e Web Concordancer Beta, com modos de filtragem específicos. Após uma cuidadosa análise, percebemos que o contexto fornecido pelas ferramentas não era suficiente para nos fornecer um amplo contexto, capaz de suscitar o habitat discursivo real dessas construções. Diante dessa dificuldade e mais precisamente da escassez de corpora tratados em Língua Portuguesa, fomos levados a usar outra ferramenta, até então inimaginável: o site de buscas Google. Por ser um site amplo e sem um sistema de filtragem, criamos um guia de buscas de dezoito páginas que explicitasse, de forma detalhada, como deveríamos prosseguir. Obtivemos, através de muito trabalho, o corpus formado por mais de mil ocorrências separadas por sufixo. A tarefa descrita se mostrou muito significativa, pois nos forneceu os meandros da pesquisa científica em sua fase metodológica e também que nos permitiu estudar diversas estratégias com o objetivo de sanar os problemas encontrados.