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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: O Teatro Mágico e sua atuação cancioneira
Autor(es): Gabriela Magossi Mainardi. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 23/02/2024
Palavra-chave Crculo de Bakhtin, O Teatro Mgico, Enunciado
Resumo

A proposta deste painel apresenta um projeto de iniciação científica em processo de elaboração, que propõe analisar a encenação da trupe de O Teatro Mágico (OTM) nos shows, bem como também se volta às letras e às músicas elencadas como corpus da pesquisa proposta como ilustrações do modo de atuação da referida trupe. A linguagem carnavalesca é um grande elemento de resistência cultural utilizada pelo Teatro Mágico que, inclusive, mistura manifestações culturais distintas (elementos típicos circenses – como o malabares; musicais – há uma banda que toca e canta no palco ao mesmo tempo em que atua; e teatrais, especificamente do teatro mambembe – o que pode ser notado pelo figurino e pela encenação) num mesmo enunciado, que, de certa forma, pode ser chamado de cancioneiro, mas, pensar a canção dessa maneira pede que se reflita sobre o conceito de canção, não considerando-o apenas a mera junção entre letra e música. Pensar na relação híbrida típica do Teatro Mágico é o intuito da pesquisa proposta, tendo como foco, como já dito, a atuação performática dos sujeitos e fundamentação teórica calcada nos estudos da linguagem do Círculo de Bakhtin (especialmente gênero, enunciado, diálogo e carnaval). O próprio nome da trupe faz com que se pare para pensar em sua identidade. Não é de maneira fortuita que adotou-se aqui o termo “trupe” para o grupo ao invés de “banda”, por exemplo. Não se trata de uma banda num palco. O Teatro Mágico mescla diversas linguagens artísticas (teatro, circo e música) e, de certa forma, constrói uma outra forma de manifestação artística que não é teatro nem circo e nem canção, mas é isso tudo isso ao mesmo tempo. O Teatro Mágico, de certa forma, inaugura, nas redes sociais, um movimento que permite o livre acesso para o público ao seu trabalho, como, em outros momentos, ocorreu com outras tantas manifestações artísticas. Qualquer pessoa pode entrar na página de OTM e baixar suas canções, seus vídeos, assistir aos shows gravados etc. Mesmo quando se apresentam, quando isso não ocorre em “Viradas Culturais”, os ingressos para acesso aos seus espetáculos são bastante acessíveis. Com toda essa atuação, pode-se pensar num grupo de rua “digital”, típico da era contemporânea. As suas canções são inseridas numa arena, na qual são assumidos os papeis sociais de personagens que atuam cantando e refletir sobre esse movimento é a proposta da pesquisa que se delineia.