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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Ambiguidade e vagueza em manchetes de primeira página do jornal Folha deS. Paulo no Século XXI
Autor(es): Livia Pirochetti Casari. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 26/02/2024
Palavra-chave semntica, ambiguidade, vagueza
Resumo

A ambiguidade e a vagueza são consideradas pela gramática normativa como “problemas” de escritas. Outras vezes, a noção de ambiguidade é confundida (FERREIRA, 1994, MOURA, 1996, CANÇADO, 2005) com a noção de vagueza, com a ideia de duplo sentido ou com indeterminação semântica. Tais noções podem até se cruzarem em algum ponto, mas se diferenciam em muitos outros (CANÇADO, 2008, 2013). Além disso, diversos estudos, principalmente da área da Semântica e da Estilística Linguística, também têm demonstrado que a ambiguidade pode ser utilizada como um recurso linguístico associado à intencionalidade do usuário da língua. Assim, reconhecendo esse papel da ambiguidade como um recurso linguístico, inclusive de persuasão (como já apontou Pezatti, 1988), analisamos como se dá a ambiguidade, do ponto de vista da Semântica Formal, em manchetes da primeira página do jornal Folha de S. Paulo no século XXI. Buscamos investigar quais os tipos de ambiguidade mais recorrentes nesse gênero textual e quais os efeitos que tais ocorrências procuram atingir. Buscamos ainda, partindo de Cançado (2013), observar a presença de vagueza e de indicialidade em tais manchetes. Cabe mencionar que antes de iniciarmos este trabalho, delimitamos os conceitos de ambiguidade e vagueza, distinguindo também a ambiguidade sintática da referencial ou semântica. Nossa hipótese é de que em textos jornalísticos há uma predominância da ambiguidade referencial e não a sintática, já que esta última é constantemente evitada, por ser considerada um “erro linguístico”. Além da ambiguidade semântica ou da referencial, trabalhamos os casos de duplo sentido, referentes à conjunção de significados relacionados a um único item lexical (os dois sentidos são válidos) e os casos de vaguidade, referentes à incompletude das sentenças. Para Seara (1997), a ambiguidade menos frequente que a vaguidade em textos jornalísticos. Esses termos vagos, segundo a autoria, são propositais, devido a necessidade de comprovação de tudo aquilo que se afirma nestes textos, pois por meio do “vago” o leitor pode chegar a diferentes conclusões.