logo

Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: As vogais médias seguidas de róticos nas cidades de Uberlândia e Coromandel
Autor(es): Guilherme Antnio Silva. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 23/02/2024
Palavra-chave rticos, vogais mdias , anlise variacionista
Resumo

Este trabalho constitui um estudo sobre as vogais médias seguidas de róticos na coda silábica (fim de sílaba) - seja a variante retroflexa, seja a variante fricativa -, nas cidades mineiras de Uberlândia e Coromandel. Objetiva-se verificar como e se a variação é motivada pela presença de uma dessas variantes, bem como a manutenção, comparando os dados dessas cidades. Sendo assim, pretendemos discutir sobre o comportamento das vogais médias quando precedem os róticos em uma mesma sílaba do tipo [por'tal]. Levaremos em consideração dados da cidade de Coromandel-MG, que tem uma consoante fricativa na coda; e dados da cidade de Uberlândia-MG, que tem uma consoante retroflexa como variante do /r/. Adotaremos a teoria variacionista laboviana. Desta forma, serão analisadas cinco variáveis, das quais quatro linguísticas: Contexto precedente: Uberlândia, ternura, corvo, etc; Posição da sílaba na palavra: fervor, forçado, formação, etc; Item lexical: forçar, terceiro, porque. E uma extralinguística: região. Sobre o corpus, foram selecionados dois informantes de cada cidade (dois de Uberlândia-MG, dois de Coromandel-MG), cada informante com faixa etária de 15 a 35 anos de idade, tendo entre 0 a 11 anos de estudo. Além do modelo laboviano servir de suporte teórico-metodológico, utilizaremos o modelo da geometria de traços, doravante GT, que se baseia na organização interna dos sons da fala. Na GT, os traços são agrupados em classes e pertencem a determinadas camadas, que apresentam uma organização hierárquica que é universal. Os segmentos são representados como configurações arbóreas nas quais há nós hierarquicamente organizados. Os nós terminais são traços e os nós intermediários representam constituintes. Com o corpus apresentado, não foi possível verificar se na cidade de Coromandel a variante fricativa favorece o abaixamento da vogal em qualquer posição. O que foi categórico é que a variação sempre ocorre na posição pretônica ou, ainda, na posição em que coincidiria um acento secundário. Da mesma forma, na cidade de Uberlândia não aconteceu a variação nas vogais médias no corpus avaliado, ou seja, o item região foi o mais relevante. Assim, nota-se que existe mais variação nas vogais médias em falantes que têm a variante fricativa como variante na coda, enquanto ocorre o oposto nos falantes que têm a variante retroflexa. A relação entre os róticos na coda e as vogais médias ainda é um assunto a ser explorado e merece bastante atenção.