logo

Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: O dicionário em uma língua indígena: a descrição como ponto de partida
Autor(es): Nayara da Silva Camargo. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 24/02/2024
Palavra-chave Lngua Indgena, Dicionrio, Descrio
Resumo

Segundo Dapena (2002), a relação entre o dicionário e a gramática são complementares, isto significa que uma obra lexicográfica só pode vir a ser considerada como tal se levar em consideração uma descrição (conhecimento da gramática) do objeto a ser estudado. O trabalho aqui apresentado tem como objeto a língua Tapayuna, a qual é falada por um povo de mesmo nome que se localizam ao norte do Mato Grosso (MT), mais especificamente ao lado esquerdo do rio Xingu, na reserva indígena Kapôt-Jarina, em uma aldeia denominada Kawêrôtxikô. Neste trabalho venho discutir a dificuldade em realizar um trabalho lexicográfico em uma língua sem descrição, a falta do conhecimento da gramática de uma língua trás desafios imensuráveis para a construção de uma obra lexicográfica. A experiência em produzir um vocabulário bilíngue Tapayuna – Português não foi muito fácil, pois uma obra deste porte é um feito que não se constrói de um dia para o outro, pois exige dedicação e muita pesquisa. Com isso, decidi, primeiramente, realizar uma descrição de aspectos morfossintáticos da língua, como por exemplo, descrever as principais classes de palavras existentes na língua, e após esta descrição, para depois realizar pesquisas lexicográficas e lexicológicas, tendo como base Dapena (2002) e Landau (1989). Para o estudo gramatical da língua utilizou-se como base de pesquisa a teoria Funcional Tipológica, a qual trata de uma descrição fundamentada em critérios discursivos que depreenda aspectos usuais da língua. Para entender e analisar a língua por foi realizada leituras de alguns teóricos como: Shopen (1985), Dixon (1979), Givón (2001), Comrie (1989), Payne (1997), além de trabalhos sobre descrição de línguas indígenas: Seki (1984, 1989, 1999, 2000, etc). Santos (1997), Ferreira (2003), Alves (2004), entre outros. O intuito desta apresentação é mostrar a dificuldade na produção de um vocabulário bilíngue, o qual ainda está em andamento, pois concluímos que a descrição é primordial para a produção de tal obra.