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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Aquisição de estruturas locativas no PB
Autor(es): Brbara de Paula Neves. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 25/02/2024
Palavra-chave Aquisio, Estrutas locativas, Alternncia locativa
Resumo

O presente resumo é parte de um estudo de aquisição de estruturas locativas do PB, em dados longitudinais de crianças entre 1;8 a 3;8 anos de idade (nas iniciais dos nomes B,  A, AL). A hipótese principal é a de que crianças compreendem e  produzem as estruturas locativas desde as fases iniciais de aquisição. As perguntas norteadoras dessa pesquisa podem ser elencadas da seguinte forma: as crianças compreendem e/ou produzem estruturas locativas? Quais são os tipos de construções locativas produzidas? Do ponto de vista teórico, para que a hipótese fosse confirmada, primeiramente foi necessário encontrar uma definição para estrutura argumental locativa e que tipo de argumentos podemos encontrar nelas. Nesse sentido, partimos das definições de Clark & Clark (1979) (apud HALE & KEISER, 2002) para os argumentos verbais locativos, separando-os entre argumento locatum, a substância/objeto que muda de lugar, e argumento location, o lugar para onde (ou de onde) a substância ou entidade se move. No entanto, para dar conta da variedade argumental dos dados analisados, preconizamos, além do location e do locatum, o argumento agente, em posição de sujeito em sentenças padrão (AL. 2;1. “A florzinha da tia... joguei água”). Já para os tipos de produções locativas, pareceu-nos relevante a perspectiva de Gropen, Pinker, Hollander e Goldberg (1991) sobre aquisição de alternância locativa, numa divisão entre os verbos em que o argumento content (ou locatum) ocupa a posição de objeto direto, e.g. Tom dripped paint onto the floor – “Tom respingou tinta no chão”, os verbos em que o argumento container (ou location) ocupa a posição de objeto direto, e.g. Mike filled the cup with water – “Mike encheu o copo de água” e os verbos que permitem a alternância desses argumentos (Sally emptied the carton of ice cream – “Sally esvaziou o pote de sorvete” / Sally emptied the   ice cream from the carton “Sally esvaziou o sorvete do pote”). Nos dados longitudinais avaliados, constatou-se que as crianças do português brasileiro compreendem e produzem variadas configurações das estruturas locativas: 1. Agente-locatum + location em A.L. “Deita lá, tio”; 2. Agente + locatum + location em B. 4;5. “Posso colocar a mão aqui dentro?”; Agente + locatum, em estrutura de “erro” infantil (Pinker, 1989), em AL. 2;1,28, “Eu vou deitar... bebê”, dentre outros. Incluem-se também os dados em que as crianças omitem argumentos retomáveis pelo contexto: B. 4;5. “cê coloca condicionador?” (no exemplo, o location é retirado do contexto).