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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Formulação e constituição de sentidos do Intérprete de Libras non ensino regular
Autor(es): Ariele Santana Loiola. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 23/02/2024
Palavra-chave Libras, Intrprete, Discurso
Resumo

Este trabalho fundamenta-se teoricamente na Análise de Discurso, tendo o discurso como efeito de sentido entre interlocutores e a noção de silêncio como princípio de toda a significação. Em 2002, o presidente da República sancionou a lei que tornou oficial a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS - e a inclusão escolar da pessoa com deficiência em classes regulares se intensifica: novos questionamentos, novas pesquisas, dentre elas, o funcionamento da língua da comunidade surda no Brasil. A LIBRAS possui características viso-espaciais, inscreve-se no lugar da visualidade, tem outra materialidade simbólica. Como parâmetro de realização do sinal tem a configuração de mão, a direção, o movimento, a expressão facial/visual e as expressões não manuais. A LIBRAS é um novo campo de estudos e demanda da sociedade, da educação formal e da comunidade científica respostas que garantam a participação de todos. O intérprete de Libras, entre outros, precisa estar filiado a competências que lhe permitam estar diante de processamentos de informação simultânea. Eni Orlandi considera três momentos inseparáveis no processo de produção de sentidos: a constituição, a formulação e a circulação.  Respectivamente estes conceitos estão intrinsecamente ligados por se tratar da relação entre diferentes materialidades de língua. Assim, a interpretação – enquanto dispositivo e gesto do sujeito que diz – nos oferece um lugar para pensarmos o espaço no qual o intérprete se insere para a formulação dos sentidos que deve “repassar” ao sujeito surdo, sentidos estes que derivam da sua relação com a memória. Na perspectiva discursiva, o sujeito não é coincidente consigo mesmo, ele está atravessado pela linguagem e pela história, se submete aos efeitos do simbólico para produzir sentido. Sendo assim, temos como proposta distinguir quais gestos de interpretação estão constituindo os sentidos entre o momento que se dá a formulação dos dizeres/sinais para o profissional tradutor/intérprete de LIBRAS e o sujeito surdo em situação de ensino-aprendizagem regular.