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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: A PRODUÇÃO DE UM EFEITO DISCURSIVO DE COPRESENÇA LULA-DILMA EM 2010: ENQUADRAMENTOS DA REVISTA ÉPOCA
Autor(es): Elaine de Moraes Santos. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 02/03/2024
Palavra-chave Copresena discursiva, Eleies presidenciais, Mdia impressa
Resumo

A partir de discussões desenvolvidas no âmbito do Grupo de Estudos Políticos e Midiáticos (GEPOMI) e em continuidade às nossas pesquisas anteriores, percebemos a necessidade de investigar as transformações que configuram a discursivização da corporeidade política nos fios discursivos de um tipo específico de mídia impressa: os semanários de atualidades. Para tanto, tomamos como cenário a forma como a relação entre a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Vana Rousseff, e o presidente da república no período, Luiz Inácio Lula da Silva, foi materializada no durante as eleições presidenciais que ocorreram em 2010 no Brasil. Como recorte de uma pesquisa de doutorado concluída recentemente, este trabalho busca discutir a produção de um efeito discursivo de copresença (SANTOS, 2014) nas páginas do semanário que, conforme dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), possui a segunda maior tiragem e a segunda maior circulação no país: a revista Época, da editora Globo. Na esteira desse objetivo e com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise do Discurso de linha francesa, em sua vertente mais afinada à perspectiva de Michel Foucault, analisamos, então, o processo de agendamento (AZEVEDO, 2004) e de enquadramento (PORTO, 2004) de Lula e de Dilma na matéria “Nem eles esperavam tanto”, a qual foi pulicada na edição n. 632, de 28 de junho de 2010. Do cruzamento entre as condições de possibilidade (FOUCAULT, 2010) das eleições e as regularidades no processo de midiatização (LIMA, 2004; JEUDY, 1997) de discursos sobre o corpo dos dois sujeitos políticos, os resultados mostram que o emprego metafórico de mantras (Lula [não]é Dilma/Dilma [não]é Lula) se destacou na promoção de um efeito discursivo de copresença Lula-Dilma no acontecimento político-midiático do pleito presidencial, bem como foi significativo na (des)construção do caráter real dessa imagem que, segundo tal mídia impressa, o próprio PT queria imprimir para se manter no poder.