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Programação do 63º seminário do GEL


63º SEMINáRIO DO GEL - 2015
Título: Os graus da modalidade deôntica nas construções completivas com ser + preciso
Autor(es): Dayane Alves Wiedemer. In: SEMINÁRIO DO GEL, 63 , 2015, Programação... São Paulo (SP): GEL, 2015. Acesso em: 23/02/2024
Palavra-chave modalidade dentica, orao completiva, impessoalidade
Resumo

Neste trabalho, apresentamos os resultados da pesquisa acerca da construção completiva com verbo ser + preciso, que é constituída de uma oração matriz (verbo (ser) + predicativo (preciso)) + uma oração completiva com função de sujeito sintático. A oração matriz com ser + preciso é uma estrutura linguística relacionada à modalidade deôntica, que se encontra no eixo da conduta e expressa os valores de obrigação, podendo ser moral, interna e ditada pela consciência ou obrigação material, externa, social e ditada pelas circunstâncias (ALMEIDA, 1980; NEVES, 1996), além do valor de necessidade. Embora haja sujeito oracional expresso, o falante faz a leitura com  matiz semântico impessoal da estrutura predicadora, alçada à posição inicial da construção. Então, com este recurso, o falante poderá contrastar a informação da construção completiva impessoal com o entorno discursivo (em 1ª. e 3ª. pessoas do plural), minimizando a própria participação no evento, descomprometendo-se da informação veiculada (NEVES, 1996; DIAS, 2013). Para compor os corpora de análise, foram investigados 86 dados, nos meses de setembro e outubro de 2013, dos jornais: Folha de São Paulo e O Globo, ambos disponíveis em seus acervos digitais. A escolha dos jornais e da seção Opinião se justifica pelo tipo de texto mais utilizado, tendo forte teor argumentativo. Em relação aos resultados, observamos que há predominância da posição da oração matriz à esquerda, marcando a atitude do falante. Vimos que há predominância da obrigação externa, ditada pelas circunstâncias, seguida da necessidade e, por fim, um menor uso da obrigação interna, ditada pela consciência. Quanto aos tipos de verbo da oração completiva, na obrigação externa há um maior uso de verbos dinâmicos; na obrigação interna prevalece o uso de verbos cognitivos ou epistêmicos; e, na necessidade, há ocorrências de verbos tanto dinâmicos quanto cognitivos.   A análise aqui empreendida se apoia nos pressupostos teóricos do Funcionalismo americano com contribuições da Semântica Cognitiva.